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05 / 12 / 2020

“Será um jogo bem disputado entre duas equipas com os mesmos objetivos”

“Será um jogo bem disputado entre duas equipas com os mesmos objetivos”

Luís Esteves projeta duelo com o AD Fafe

Dezembro chegou finalmente e trouxe com ele os mais apaixonados duelos da Série B do Campeonato de Portugal. Num fim-de-semana que contempla restrições à circulação entre concelhos, os vitorianos estão devidamente autorizados a viajarem até Fafe e esperam regressar da viagem com a mala carregada com os três pontos. Esta é a ambição patente no discurso de Luís Esteves, com quem estivemos à conversa. “Penso que o jogo com o Fafe vai ser mais dividido e isso até pode favorecer-nos. Vamos defrontar um adversário que também vai procurar ganhar, o que nem sempre encontramos nesta divisão. As equipas, por vezes, fecham-se em demasia e isso limita muito a nossa qualidade de jogo. Será, certamente, um jogo complicado, pois é uma equipa que tem os mesmos objetivos que nós mas vamos querer jogar bem e, acima de tudo, conquistar os três pontos. E, confesso, que estes já os jogos que eu mais gosto de disputar”, atestou.

Diante de um adversário que tem lutado, nos últimos anos, pelo regresso à II Liga, o Vitória terá de apresentar os níveis máximos de concentração. Para Luís Esteves, este será um pormenor a ter em conta e que poderá fazer a diferença na partida. “Vamos jogar contra um adversário mais experiente mas temos te obrigar o Fafe a defender mais, que é algo ao qual também não está habituado. A experiência deles numa bola parada, por exemplo, pode decidir o jogo e temos de estar muito concentrados nesses momentos”, referiu o médio.

Alguém falou em bolas paradas? Lembremos, então, o seu último golo. O decisivo golo. Na última jornada, uma grande penalidade resolveu a partida e o Vitória tornou-se aí o justo vencedor. O autor do feito foi Luís Esteves que, com toda a frieza, converteu o penalty. Mas os golos do número 71 não surgem apenas da marca dos onze metros. Em Brito, o marcador mexeu com um golaço de livre direto. Mas, será que foi sempre assim? O próprio responde: “Não fui sempre eu o responsável pelas bolas paradas. Este ano está a correr-me bem nesse sentido e como sou bom a cruzar ou a rematar tem-me tocado a mim bater os livres ou os penaltis. Neste último, senti o peso da responsabilidade daquele possível golo. Vínhamos de jogos em que não vencemos e era importante começar a arrepiar caminho. Sabia que marcando ali iria estar a ajudar muito a equipa e na hora de marcar procurei focar-me no lado para o qual ia chutar e aliviar essa pressão”.

“Estou a aprender muito com as dificuldades”

Um dos donos da braçadeira, Luís Esteves procura ser um “exemplo” para os colegas. Depois de reforçar que “só é possível alguém evidenciar-se se todo o grupo estiver a trabalhar bem”, o jogador de 22 anos reconheceu que este é realmente um “ano difícil e atípico para todos”. “A época podia estar a correr melhor mas sinto que a equipa tem crescido e ficado mais coesa. Estou a aprender muito com as dificuldades que todo este cenário atual nos traz. Eu sou dos jogadores mais velhos e tento passar-lhes o que já fui aprendendo, até porque se não nos ajudarmos uns aos outros, não vamos tirar proveito deste privilégio que é fazermos aquilo que mais gostamos”, disse.

“Será um jogo bem disputado entre duas equipas com os mesmos objetivos”