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05 / 02 / 2021

“Quero muito ser alguém no futebol”

“Quero muito ser alguém no futebol”

Roka mostra-se focado na busca pelos seus sonhos

É um dos diamantes por lapidar na cantera vitoriana e viveu, recentemente, um dos momentos mais importantes no percurso de um jovem atleta: a assinatura do primeiro contrato profissional. Se o apresentarmos pelo nome próprio – Rodrigo Granja - dificilmente saberá de quem estamos a falar. E, por isso, iremos tratá-lo pela alcunha, um nome que o próprio explicou a razão da criação. “Quando era miúdo, havia muitas crianças com o nome de Rodrigo então o meu pai começou a chamar-me Roka. Optou por Roka porque ambos gostávamos muito do Rochemback, que na altura jogava no Sporting”, lembrou.

Não sabemos ainda se este será um apelido de craque mas podemos deduzir que a aposta no jovem é uma realidade. Com as competições interrompidas, o jogador promete “dar tudo” nos treinos e retribuir a confiança depositada. “Confesso que não estava à espera de assinar contrato nesta fase porque estamos sem competir e fica mais difícil de mostrarmos o nosso valor. Sei que olham para mim com ambição e eu quero, e tenho, de retribuir este voto de confiança. Quero muito ser alguém no futebol, acima de tudo por mim, mas também para poder ajudar a minha família”, disse.

A surpresa aquando da assinatura do contrato profissional ajudou a quebrar o desânimo consequente da monotonia dos dias de hoje. “Estava a ficar um pouco desanimado porque não estamos a treinar em grupo devido ao confinamento e treinar em casa não é a mesma coisa. O que nos anima, e penso que posso falar por mim e por todos os os meus colegas, é que sabemos que assim que for possível voltaremos a fazer o que mais gostamos. Tenho muitas saudades dos jogos, pois já não competimos há quase um ano. No entanto, temos de estar tranquilos porque sabemos que as pessoas estão atentas ao nosso trabalho e que se tivermos cabeça podemos chegar longe”.

"Mudei muito no último ano"

A viver em Guimarães desde os dez anos, Roka tem já algumas histórias para contar. E se as lembranças daquilo que já fez dentro de campo o enchem de orgulho o mesmo não será dito relativamente a algumas atitudes fora das quatro linhas. O seu jeito “traquina” é conhecido de todos mas o jogador garante que está diferente. “Sempre fui um miúdo reguila e uma criança que ia aprontando algumas asneiras na escola e lá no bairro. Mas felizmente já me consciencializei que se continuar atrevido não irei a lado nenhum. Há jogadores que têm imensa qualidade mas que, por não terem a cabeça no lugar, não deram nada e eu não quero isso para mim. Se não tiver sucesso no futuro que seja por não ter valor mas que nunca seja por não ter juízo", garantiu, reconhecendo a mudança que sentiu no último ano: "Sinto que mudei muito no último ano, fruto das várias conversas que tive com os responsáveis do Vitória e também com a minha irmã mais velha e o meu cunhado que, além dos meus pais, são muito importantes na minha vida. Hoje, reconheço que fui uma criança privilegiada porque pude começar o sonho de jogar à bola num grande Clube como o Vitória. Por isso, não posso deixar fugir esta oportunidade”.

“Quero muito ser alguém no futebol”