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31 / 05 / 2021

Público no desporto: Vitória exige respostas urgentes

Público no desporto: Vitória exige respostas urgentes

 

O Vitória Sport Clube extrai da operação em torno da final da UEFA Champions League, disputada no Porto no passado dia 29 de maio, duas leituras muito objetivas, que por sua vez motivam esclarecimentos que se tornam urgentes e que o Clube já solicitou às entidades responsáveis.

As imagens a que assistimos ao longo dos últimos dias são insultuosas para os portugueses em geral e para os adeptos do futebol e do desporto em particular. Tem-nos sido exigido, há mais de um ano, um sacrifício coletivo, que tem merecido de todo o País, salvo pontuais exceções, um cumprimento hercúleo e uma compreensão extrema. Nenhum português, e em especial nenhum adepto do futebol e do desporto, pode evitar um sentimento de profundo embaraço perante uma organização tão incapaz, que envergonha Portugal, mas que acima de tudo resulta numa inevitável quebra de confiança entre os cidadãos e as instituições.

A esta leitura política, que inevitavelmente terá de resultar em consequências, acrescenta-se uma outra: a partir do momento em que um dos mais importantes recintos desportivos nacionais regista, com inegável sucesso, uma taxa de ocupação tão relevante, deixou de ser admissível a ausência de público de qualquer espectáculo ou evento desportivo realizado em Portugal.

Perante a objetividade deste facto, o Vitória Sport Clube já endereçou, esta segunda-feira, comunicações formais à Liga Portuguesa de Futebol Profissional, à Federação Portuguesa de Futebol e à Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, solicitando com caráter de urgência as seguintes informações:

- Que percentagens de ocupação serão permitidas em 2021/22, tanto nos estádios de futebol e demais eventos ao ar livre como nos pavilhões e outros recintos;

- Quais as condições de acesso e de permanência nos recintos e as obrigações que os Clubes devem observar enquanto organizadores de espectáculos desportivos;

- O que será permitido no âmbito das operações de dia de jogo, nomeadamente no exterior do estádio (fan zone) e também nas suas áreas interiores, como bares ou outros serviços;

- Que percentagem de ocupação está prevista para as zonas corporate, salvaguardando compromissos comerciais já estabelecidos.

A resposta a estas perguntas é fundamental para que o Vitória Sport Clube programe a sua campanha de lugares anuais e possa também gerir as relações com sócios, parceiros, sponsors e demais entidades. Perante a aproximação da nova época, estes esclarecimentos são prementes e qualquer atraso quanto aos mesmos terá um impacto muito negativo na gestão dos Clubes e das Sociedades Desportivas.

É inegável que a pandemia teve reflexos no associativismo em Portugal. O Vitória exige respostas céleres para apresentar aos seus sócios medidas concretas com vista à participação destes nos momentos desportivos do Clube. De igual modo, o Vitória já exprimiu junto das entidades acima referidas que a implementação do chamado Cartão do Adepto deve, por força das circunstâncias, merecer um amplo debate, não se compreendendo a sua aplicação aquando do regresso do público aos recintos desportivos.

O futebol e o desporto em Portugal vivem um período definidor. É fundamental que todos os seus organismos contribuam para o retorno dos adeptos e para a recuperação efetiva de uma relação que é essencial para a nossa competitividade.

Não é entendível, depois dos sinais dos últimos dias, que a mensagem das instituições seja de portas fechadas em cima de portas fechadas, colocando sobre a condição do adepto português uma montanha de preconceitos e de proibições que contrasta com tudo aquilo a que assistimos no âmbito da final da Champions League.

Público no desporto: Vitória exige respostas urgentes