Próximo Jogo
Futebol
< Voltar atrás
23 / 02 / 2021

“Os golos dão confiança”

“Os golos dão confiança”

Jota, de apenas 18 anos, tem marcado nos últimos jogos

Vitoriano e vimaranense. Jota é, por isso, mais um bom exemplo da aposta na formação da cidade-berço. O avançado não tem memórias noutro clube e é no Vitória que pretende seguir carreira. O presente entusiasma-o e os recentes golos são o principal combustível nesta corrida pelo sucesso. Jota tem marcado nos últimos duelos dos Sub-23 e espera manter o pé quente neste novo encontro com o Sporting CP. “Na primeira volta, empatámos 2-2 mas não fomos inferiores em nada. Aliás, em alguns momentos merecíamos ter chegado ao golo. Eu, felizmente, consegui marcar e isso deu-me confiança para os jogos seguintes porque são os golos que dão confiança a um avançado”, lembrou.

O jovem, natural de Abação, está confiante e acredita que este estado de espírito o tem ajudado a ser eficaz. Nos últimos sete jogos, Jota já sorriu por quatro ocasiões e até já o faz de uma forma à qual não estava tão habituado. “Por acaso, esta época tenho marcado mais golos de cabeça do que com o pé, o que não é comum. Na formação, marquei muitos golos de livre ou de remate de fora da área, que é uma das minhas características”, confessou.

As lembranças do período vivido na formação estão bem frescas na sua memória, até porque Jota deveria estar a cumprir o segundo ano no escalão de Sub-19. Em outubro último, foi chamado aos treinos dos Sub-23 e assumiu-se, semanas depois, como o titular na linha da frente da turma vitoriana. “Feliz” por estar a competir na Liga Revelação, o avançado de 18 anos não consegue esconder alguma tristeza pela situação vivida pelos companheiros de luta. “Eu tenho a sorte de estar a treinar e a jogar, sinto-me, por isso, um felizardo. Não treinar e não competir é duro e eu sei o tamanho da dor porque também a vivi durante alguns meses. O que quero é que eles me vejam como um exemplo e que quando voltarem a treinar, o façam com o máximo empenho e determinação para também serem chamados. As pessoas estão atentas e quem tiver qualidade, terá a sua oportunidade”, garantiu o vimaranense.

“Queremos ficar o mais acima possível”

A época dos Sub-23 tem sido pautada por altos e baixos. Os vitorianos arrancaram com competência esta fase de apuramento para a Taça Revelação mas deram sinais de quebra nos últimos duelos. Por culpa de outros, mas também por culpa própria, a equipa está agora mais longe do segundo lugar. Ainda assim, “nesta casa jogamos sempre para ganhar”. E é este o objetivo claro para o reencontro com o Sporting: “Aqui, lutamos sempre por objetivos grandes e não estamos a conseguir mas, independentemente disso, queremos ficar o mais acima possível. Acho que houve um pouco de deslumbramento em determinada fase da época e isso acabou por nos prejudicar. Serve de lição, não só para este momento mas também para o futuro, pois não podemos pensar que já temos tudo quando ainda nem ganhámos nada”.

O mimo especial a cada golo

A paixão pelo Vitória vem do berço. Sócio, com lugar na Bancada Nascente, Jota tem saudades de ir ao estádio apoiar a equipa A. Fazia-o a cada jogo em casa e sempre com a mesma companhia: o pai e a avó. E que, ninguém lá em casa, arrisque dizer que o futebol é para homens. Depois de emigrarem para Paris, os avós de Jota vivem agora felizes em Portugal. Ainda assim, trouxeram na bagagem alguns hábitos e costumes franceses, que fazem as delícias ao neto. “Sempre que marco um golo, a minha avó cozinha cuscuz, que é o meu prato preferido. Aqui, em Portugal, não é muito conhecido mas ela fá-lo muito bem então acaba por ser o meu prémio sempre que eu marco um golo. E ela tem cumprido com as promessas e eu só peço para jantar cuscuz na sexta-feira (risos)”, contou.  

“Os golos dão confiança”