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14 / 01 / 2021

“Disse ao João que ia marcar o terceiro”

“Disse ao João que ia marcar o terceiro”

Diogo Castro fez hat-trick e falou-nos da estreia a titular

Recebeu um lugar no onze pela primeira vez e o que fez com o “presente”? Desembrulhou, agradeceu e retribuiu com três golos. Diogo Castro apontou um hat-trick na estreia a titular e contribuiu para que o Vitória possa assumir hoje o título de melhor ataque da prova. O extremo, que chegou esta temporada à cidade-berço, falou do momento “especial” e da saudável picardia com o outro marcador de serviço, João Santos.

“Já tinha marcado um hat-trick quando estava nos Juvenis mas, depois de alguns altos e baixos no meu percurso, estrear-me desta forma dá-me muita confiança para continuar a trabalhar e a querer mostrar o meu valor. Foi um jogo especial. Os golos e as assistências é que dão confiança aos jogadores. As pessoas querem é saber de números e marcar dá sempre moral a qualquer atleta. É assim que olho para o futebol e não sinto pressão extra para agora ter de continuar a marcar. Vou continuar a trabalhar e a dedicar-me cada vez mais porque sinto que a equipa técnica confia cada vez mais em mim e quero retribuir”, garantiu.

Autor de três golos na goleada ao Mondinense, Diogo Castro consegue escolher o seu “preferido” e que resultou do trabalho e empenho diário. “Gostei muito do meu primeiro golo porque foi um livre estudado. Tínhamos treinado aquela jogada durante a semana e o Dani conseguiu inventar um passe por cima da defesa e eu apanhei bem a bola. O segundo golo também foi bastante bonito, é de realçar a forma como o Maga me encontrou entre a linha dos defesas e dos médios e eu consegui finalizar”, contou.

Dose dupla na primeira parte mas havia um empate para resolver e a luta com João Santos estava acesa até ao intervalo. A união e o bom espírito de grupo estão bem patentes na equipa B vitoriana, onde há até espaço para as “picardias saudáveis”. “Quando vi que o João já não voltava para a segunda parte até brinquei com ele e disse-lhe que ia desempatar aquilo. E assim foi. Quando marquei o terceiro, olhei para o banco e fui festejar com ele”, disse, lembrando depois o passado que o une ao avançado: “Eu já conhecia o João porque ambos estivemos no Belenenses, eu nos Juvenis e ele nos Juniores mas chegámos a treinar juntos e hoje, como somos os dois de Lisboa, partilhamos viagens e temos uma ótima relação”.

Natural da capital, Diogo cumpriu todo o seu percurso perto de casa mas o desafio de representar o Vitória SC fez com que aceitasse “sair da zona de conforto” e “dar o salto”. Um salto até ao Norte, onde encontrou várias diferenças dentro e fora de campo, como o próprio explicou: “Além do futebol que se pratica ser diferente, pois as equipas são mais competitivas, há mais contacto físico, a disputa pela bola é mais intensa, também notei diferença nos campos. O clima e o facto de chover mais cá em cima torna os campos mais pesados e ficam mais desgastados. Fora de campo também há muitas coisas diferentes de Lisboa, como o sotaque. Acho engraçado e diferente a forma como as pessoas falam e, não sei se é por morar com o Amaro, agora estou sempre a dizer “pronto”, que é algo que lá em baixo não se usa tanto. Em contrapartida, a comida aqui é muito boa”.

“Está a ser um início de ano extremamente positivo”

O bom momento de Diogo coincide com a evolução apresentada pela equipa. O novo ano trouxe consigo duas vitórias e a consequente escalada na prova, com o Vitória a ocupar o terceiro lugar, com apenas menos um ponto que o líder. Para o jovem vitoriano, a equipa está finalmente “a ver as boas exibições serem traduzidas em resultados”. “Nós sentíamos alguma injustiça porque não víamos nenhuma equipa a jogar melhor do que nós e não estávamos nos lugares de cima. A vitória em Vila do Conde foi muito importante, a forma sofrida como a conquistámos uniu ainda mais o grupo e engane-se quem pense que este jogo com o Mondinense foi fácil. Se o foi, então foi porque nós o tornámos fácil e entrámos sérios e focados em campo como se estivéssemos a jogar contra o líder”, lembrou, garantindo igual entrega no próximo jogo: “Todos os jogos são difíceis nesta série e a nós compete-nos dar sempre o nosso melhor para conseguirmos o nosso objetivo”.

 

“Disse ao João que ia marcar o terceiro”