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29 / 10 / 2020

“A paragem fez-nos muito bem”

“A paragem fez-nos muito bem”

Maga aborda regresso à competição

Um mês depois, a equipa de Sub-23 vai voltar a tocar na bola em jogos oficiais. As saudades da competição já se faziam sentir mas a paragem revelou-se benéfica para a formação orientada por Dominik Glawogger. Quem o afirma é Miguel Magalhães, que esteve à conversa com o site oficial do Clube.

Disputado o último jogo a 23 de setembro, os vitorianos experienciaram uma pausa maior do que o previsto mas o tempo acabou por revelar-se o melhor companheiro. “Não sei qual o efeito prático que a paragem terá no sábado, porque ainda vamos jogar, mas o que posso dizer é que a nível interno, e naquilo que são as nossas rotinas e entrosamento, foi extremamente positiva. Tivemos tempo para analisar os jogos que fizemos e perceber aquilo que temos para melhorar. Aproveitámos este período para nos unirmos ainda mais, para nos conhecermos melhor uma vez que temos vários jogadores novos”, atestou.

Quando restam dois dias para o regresso, o defesa vitoriano admite alguma ansiedade mas reforça que a mesma é “aliada a uma ambição muito grande de querer reverter os resultados”. “Estamos muito motivados e preparados para este jogo. Temos de estar focados e canalizar para o jogo aquilo que temos trabalhado nos treinos. Penso que teremos de ser mais agressivos também, uma agressividade positiva, obviamente, mas fazer de cada lance o último que iremos disputar”, referiu o defesa.

Dos Sub-19 aos Sub-23 com a mesma responsabilidade

A cumprir o segundo ano na cidade-berço, Maga, como é conhecido, é um dos elementos mais jovens do plantel. Ainda não atingiu a maioridade mas assume já um dos lugares no onze do técnico austríaco. O jogador reconhece, por isso, a “motivação” por estar a jogar num escalão acima, refutando qualquer responsabilidade acrescida que daí poderia advir. “Já no ano passado, quando estava a jogar o primeiro ano de Juniores fui chamado aos Sub-23 e penso que não acusei a pressão. Aliás, quem está neste Clube tem de estar preparado para isso mesmo, para ser chamado a qualquer momento e dar boa conta de si. Nesta temporada, as coisas não estão a correr como desejaríamos a nível coletivo mas, pessoalmente, estou feliz por estar a ser uma das opções”, disse.

Quando o despertador toca...às 5h30

Natural de Matosinhos, a rotina de Maga começa bem cedo. E longe da Academia. Com os treinos a terem lugar pela manhã, o despertar do defesa acontece quando alguns ainda se encontram no conforto do lar. “O meu dia começa de madrugada (risos). Como vivo longe e venho de comboio, porque ainda não tenho idade para ter carta de condução, preciso de me levantar muito cedo. O despertador toca às 5h30 e nem tenho tempo para atrasar. Apanho o comboio das 6h30 e tenho a sorte de ter um colega que me dá boleia a partir da estação de comboios até à Academia. Não é fácil mas sem sacrifício não há recompensa”, contou o homónimo de outro defesa vitoriano. Miguel Magalhães não é o único com este nome no emblema da cidade-berço. Há outro Maga a frequentar a Academia e a desempenhar funções na mesma posição na equipa B. “Aqui, no dia-a-dia, nunca nos confundiram, mas a televisão que transmite os jogos por vezes fala de mim como se eu fosse o Maga da equipa B. É que além do mesmo nome (Miguel Magalhães), ambos assumimos o diminutivo de Maga, o que poderá levar a alguma confusão”, brincou.

“A paragem fez-nos muito bem”