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16 / 01 / 2021

Quando a beleza e a ineficácia estão de mãos dadas

Quando a beleza e a ineficácia estão de mãos dadas

Equipa B perde em Felgueiras (1-0) num jogo de inúmeras ocasiões para os vitorianos 

A beleza e a magia do futebol esbarram, por vezes, em doses idênticas, na injustiça que esta prática desportiva pode apresentar. Este poderia ser o mote para a crónica do encontro desta manhã entre a equipa B e o FC Felgueiras 1932. O jogo, que teve transmissão no Canal 11, terá certamente um resumo semelhante ao que já dissemos. Senão, vejamos: os vitorianos criaram inúmeras oportunidades, controlaram o jogo, foram donos e senhores no que à posse de bola diz respeito mas…não foram eficazes. E nestas andanças do futebol há outra máxima que pode ser bastante dolorosa: quem não marca, sofre.

A um ponto da liderança, depois de um início de 2021 bastante positivo, a equipa de Bino Maçães procurava dar continuidade aos bons resultados. Com alguma alterações no onze, Esteves e Amaro regressaram aos ‘B’ e João Santos encontra-se lesionado, o Vitória começou cedo a criar perigo. De cabeça, por Bisseck, foi dado o primeiro sinal mas muitos mais se seguiram. Contudo, e contra a corrente de jogo, o Felgueiras acabaria por chegar ao golo, por Pedro Ribeiro, naquele que fora o único momento de desconcentração dos Conquistadores.

E se a primeira parte foi clara acerca do domínio, o que deveremos dizer sobre a etapa complementar? Tratou-se de um massacre à antiga mas que não resultou em golos. Ora a bola passava perto do poste, ora o guarda-redes contrário mostrava qualidade. Ou então, até o poste travou o remate de Diogo Castro. A compensar a falta de eficácia, os espectadores puderam deliciar-se com momentos brilhantes a meio-campo. A forma com esta equipa trata a bola deveria ser, sempre, brindada com os três pontos. Não é. Porque, tal como dissemos no início deste texto, o futebol pode ser injusto, ingrato e doloroso.

Quando a beleza e a ineficácia estão de mãos dadas